Homenagem a Sophia de Mello Breyner – Concurso “Sophia Ilustrada” na categoria Postal

Por ocasião do nascimento da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, a CEPE levou a cabo 2 concursos junto dos alunos de português.

Os alunos responderam de forma entusiasta a estes desafios. A CEPE recebeu mais de 950 trabalhos nas diferentes categorias.

Trabalhos, todos eles, de grande sensibilidade e criatividade. Um quebra-cabeças para o júri que teve que escolher apenas 3 em cada categoria. Por isso resolveu atribuir 5 menções honrosas e ainda 1 diploma de participação a cada um dos restantes concorrentes.

O júri foi presidido pelo Conselheiro Cultural da Embaixada, Dr. João Pinharanda, Historiador de arte e Comissário da Bienal de Veneza no ano 2017.

Divulgamos aqui os trabalhos premiados no concurso “Sophia Ilustrada”, na categoria Postal.

 


1º prémio
Chrystèle (CM2)
Prof. Jorge Vieira

 

2º prémio
Marie (CM2)
Prof.ª Lucinda Costa

 

3º prémio
Helena (CE2)
Prof.ª Maria de Fátima Dias

 

Menções honrosas

 Lola (CM1)
Prof.ª Maria de Fátima Dias

 

Marco (CM1)
Prof.ª Margarida Sousa

 


Clara (CM1)
Prof.ª Isabel dos Anjos Fernandes

 

Rafael (CM2)
Prof. Jorge Vieira

 



Mélanie (CM2)
Prof. Jorge Vieira

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Homenagem a Sophia de Mello Breyner – “Concurso Sophia Ilustrada” na categoria Ilustração

Por ocasião do nascimento da poetisa Sophia de Mello Breyner Andresen, a CEPE levou a cabo 2 concursos junto dos alunos de português.

Os alunos responderam de forma entusiasta a estes desafios. A CEPE recebeu mais de 950 trabalhos nas diferentes categorias.

Trabalhos, todos eles, de grande sensibilidade e criatividade. Um quebra-cabeças para o júri que teve que escolher apenas 3 em cada categoria. Por isso resolveu atribuir 5 menções honrosas e ainda 1 diploma de participação a cada um dos restantes concorrentes.

O júri foi presidido pelo Conselheiro Cultural da Embaixada, Dr. João Pinharanda, Historiador de arte e Comissário da Bienal de Veneza no ano 2017.

Partilhamos aqui  os trabalhos premiados no concurso “Sophia Ilustrada”, na categoria Ilustração.

1º prémio
Antoine  (CM1)
Prof. Gil Castro

 

2º prémio
João Pedro (CE2)
Prof.ª Nair Ferreira

 

3º prémio
Roxane  (CM1)
Prof.ª Cristina Sério

 

Menções honrosas

 Agathe (CM1)
Prof.ª Catarina Martins

 

Gabriela (CM1)
Prof.ª Carina Almeida

 

Leonor(CM2)
Prof.ª Laura Barreira

 

Louna (CM2)
Prof. Gil Castro

 

Naomie (CE1)
Prof.ª Hedna Torres

Semana da leitura 2019 – Um poema por dia de Sophia [4]

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Hora

Sinto que hoje novamente embarco

Para as grandes aventuras,

Passam no ar palavras obscuras

E o meu desejo canta — por isso marco

Nos meus sentidos a imagem desta hora.

 

Sonoro e profundo

Aquele mundo

Que eu sonhara e perdera

Espera

O peso dos meus gestos.

 

E dormem mil gestos nos meus dedos.

 

Desligadas dos círculos funestos

Das mentiras alheias,

Finalmente solitárias,

As minhas mãos estão cheias

De expectativa e de segredos

Como os negros arvoredos

Que baloiçam na noite murmurando.

 

Ao longe por mim oiço chamando

A voz das coisas que eu sei amar.

 

E de novo caminho para o mar.

 

Sophia de Mello Breyner Andresen

Semana da leitura 2019 – Um poema por dia de Sophia [2]

Dai-me

Dai-me a casa vazia e simples onde a
luz é preciosa. Dai-me a beleza intensa
e nua do que é frugal.

Quero comer devagar e gravemente como
aquele que sabe o contorno carnudo e
o peso grave das coisas.

Não quero possuir a terra mas ser um com
ela. Não quero possuir nem dominar
porque quero ser: esta é a necessidade.

Com veemência e fúria defendo a fidelidade
ao estar terrestre. O mundo do ter perturba
e paralisa e desvia em seus circuitos o estar,
o viver, o ser.

Dai-me a claridade daquilo que é exactamente
o necessário. Dai-me a limpeza de que não
haja lucro. Que a vida seja limpa de todo
o luxo e de todo o lixo.

Chegou o tempo da nova aliança com a vida.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Semana da leitura 2019 – Um poema por dia de Sophia [1]

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Um dia

Um dia, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais.

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados irreais
E há-de voltar aos nosso membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais na voz do mar
E em nós germinará a sua fala.

Sophia de Mello Breyner Andresen